É preciso eliminar 200 mil funcionários públicos

O Compromisso Portugal propõe que o número de funcionários públicos seja reduzido em 200 mil, mais de um quarto dos actuais 737.774 funcionários, resultando numa poupança potencial até 5 mil milhões de euros por ano, escreve a Lusa.

O movimento considera que a redução pode ser alcançada facilitando as reformas antecipadas, estabelecendo incentivos à saída voluntária e transferindo actividades para o sector privado.

Os promotores António Nogueira Leite e Fernando Pacheco, autores do texto provocatório sobre o papel do Estado, defendem uma redução de 50 mil funcionários públicos através do aumento de 12 para 25 por cento da oferta de escolas privadas e de 23 para 35 por cento do peso dos hospitais privados.

Estas medidas implicariam uma poupança de 200 milhões de euros anuais, refere o Compromisso Portugal na sua proposta sobre a redução da dimensão do Estado.

Entre 150 e 190 mil funcionários da Administração Pública seriam reduzidos através de programas de reorganização e racionalização, o que permitiria uma poupança entre 3 a 5 mil milhões de euros por ano.

Entre as medidas que poderiam vir a ser adoptadas num programa de redução do número de efectivos da Administração Pública, os promotores defendem o fim do prolongamento dos contratos temporários em organismos que tenham pessoal excedentário e o preenchimento de lacunas com recursos internos.

O peso do Estado em Portugal é um dos maiores da União Europeia, representando, segundo dados avançados pelo Compromisso Portugal para 2005, 47,8 por cento da despesa pública no Produto Interno Bruto (PIB), face aos 34,5 por cento da Irlanda.

Fonte: Portugal Diário

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Concordo plenamente!!!

Podia até ser mais abrangente e acabar definitivamente com a função pública que é a praga de Portugal...

O Estado emprega mais de 737 mil funcionários e segundo os últimos dados do Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, em Outubro do último ano estavam inscritas como pessoas singulares com remuneração declarada e contribuições pagas 3.418.701 portanto são cerca de 1/4 do total.

Algumas regalias desta elite:

- Horário privilegiado (35h semana)
- Sistema de saúde especial (adse)
- Pensões de aposentação, reforma e invalidez (cga)
- Estabilidade absoluta no emprego

Será isto admissível???

3 Comentários:

Blogger FPublico disse...

35 h semana para alguns, nem por sombra todos.
Sistema de saude especial, paga agora recebe percentagem do que pagou ao fim de seis meses, melhor ainda era ir para o hospital público e pagar a taxa moderadora.
Pensões de aposentação, etc, para quem nem sabe as diferenças entre a CGA e Segurança Social, mas será garantido que todos venham a ingressar na S.S. para recebermos todos menos ou não recebermos.
Estabilidade absoluta no emprego, já agora com possibilidade de despedimento sem indemnização por inaptação ao posto.

Acrescento 11,5% do vencimento para a S.S. e ADSE, deveria ser 11% tal como o privado.

Vencimento minimo do funcion. publico igual ao privado, seria bom.
liberalização dos vencimentos nos funcionários públicos com um minimo base como o privado.

Obrigatoriedade de todos os empregados do privado descontarem sobre o total dos vencimentos e acessorios, como o público, de maneira a que ninguem fosse prejudicado.

Enfim a lei deveria ser igual entre o público e o privado.

8 de novembro de 2008 às 15:15  
Blogger FPublico disse...

Deveriam ter regalias e deveres iguais no privado e no público.

8 de novembro de 2008 às 15:17  
Anonymous Anónimo disse...

"Acrescento 11,5% do vencimento para a S.S. e ADSE, deveria ser 11% tal como o privado."

No sector privado são 11% para o SNS acrescido para os que podem de um seguro de saúde o que no fundo é o mesmo que a ADSE uma vez que pagam médicos privados...

Já agora acrescento que deviam poder ser despedidos se a "firma" fosse à falência o que obviamente nunca vai acontecer...

3 de dezembro de 2008 às 18:02  

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